Tem meses que eu namoro os naked cakes.
Quer coisa mais linda do que um bolo de verdade? Daquele que se mostra inteiro e dá a cara a tapa? Não quero ofender ninguém e sei que hoje isso é quase uma exigência dos bufês (e não um pedido da noiva), mas eu tenho pavor daquela maquete de bolo nos casamentos! De que adianta colocar aquela "obra-prima" na mesa? Só para garantir a foto? Então o que vale é o que a coisa parece ser, não o que ela é?
Tudo bem que pode ser difícil montar um bolo daquele tamanho (que aumenta de tamanho a cada estação. Tudo para atender aos desejos cada vez mais hollywoodiano das futuras esposas), mas eu acho triste tentar impressionar as pessoas com algo fake. Para mim, antes um bolo pequeno e verdadeiro a um castelo de isopor (ou seja lá do que são feitas as maquetes). E foi daí que nasceu meu fascínio pelo naked cake.
Primeiro, ele é bolo de verdade. Segundo, ele é muito, muito bonito. Terceiro, ele devolve, merecidamente, aos bolos tradicionais o charme que eles sempre tiveram. Talvez com um toque a mais, já que ocasiões como casamentos ou festas pedem, naturalmente, algo mais tchan. Estou apaixonada por este aqui.
Não parece coisa feita por Deus? E, em breve, ele será meu! :) Sem as frutas, infelizmente. O inverno passou e já não acho um moranguinho dando sopa por aí. Mas vai rolar mirtilo. E muita boca sedenta!
Depois conto o resultado! Bom fim de semana!
3.10.13
Quer fazer uma pessoa feliz? Dê a ela camarão.
Cozido no bafo, assado com ervas, frito no alho, perdido no meio de um escondidinho indecente... Ah! De salivar! Com um ingrediente tão sensacional, que receita não fica incrivelmente boa? Sei que também falo isso a respeito do cogumelo e da berinjela. Mas é a pura verdade. Eles são especiais. Es-pe-ci-ais. E o camarão definitivamente faz parte dessa lista vip.
A receita é da divertida, criativa e alma gêmea Nigella Lawson (digo alma gêmea porque me identifico totalmente com a inclinação dela por comidas gordas), adaptada pela inteligente, linda e natureba pero no mucho Ju.
Espero que gostem tanto quanto eu gostei!
Ah, uma dica. Para uma experiência gastronômica perfeita, compartilhe o prato com aquelas amigas do peito, de coração iluminado e alma sorridente. Faz toda diferença.
Espaguete com camarões
Ingredientes
500g de bavette (uma espécie de spaguetti plano)
650g de camarões cinza sem casca
20 tomates-cereja
5 dentes de alho
1 talo de alho-poró fatiado fino
1 ramo de manjericão fresco
1 limão siciliano
125 ml de vinho branco ou vermute
250 ml de creme de leite fresco
Sal
Azeite
Queijo parmesão fresco ralado na hora (a gosto)
Modo de preparo
Tempere os camarões com limão siciliano, sal e dois dentes de alho espremido. Reserve. Em um refratário, coloque os tomates-cereja inteiros, os dentes de alho restantes, partidos ao meio, e algumas folhas de manjericão. Regue com bastante azeite e tempere com um pouco de sal. Cubra com papel-alumínio e leve para assar por 20 a 30 minutos (até que os tomates estejam bem macios). Reserve.
Cozinhe a massa de acordo com as orientações do fabricante. Escorra, reservando 1 xícara (chá) da água do cozimento. Em uma frigideira grande, aqueça bastante azeite e frite os camarões já escorridos (um pouco de cada vez). Depois, refogue o alho-poró fatiado bem fino. Volte com o camarão para a panela, junte o vinho e deixe ferver. Depois que o álcool evaporar, junte os ingredientes que foram assados (menos o alho), mais o azeite em que estavam. Amasse os tomates com a ponta da espátula. Junte o creme de leite fresco e mexa bem, em fogo baixo, até engrossar um pouco. Acrescente folhas de manjericão a gosto. Junte o molho à massa e sirva.
Cozido no bafo, assado com ervas, frito no alho, perdido no meio de um escondidinho indecente... Ah! De salivar! Com um ingrediente tão sensacional, que receita não fica incrivelmente boa? Sei que também falo isso a respeito do cogumelo e da berinjela. Mas é a pura verdade. Eles são especiais. Es-pe-ci-ais. E o camarão definitivamente faz parte dessa lista vip.
A receita é da divertida, criativa e alma gêmea Nigella Lawson (digo alma gêmea porque me identifico totalmente com a inclinação dela por comidas gordas), adaptada pela inteligente, linda e natureba pero no mucho Ju.
Espero que gostem tanto quanto eu gostei!
Ah, uma dica. Para uma experiência gastronômica perfeita, compartilhe o prato com aquelas amigas do peito, de coração iluminado e alma sorridente. Faz toda diferença.
Espaguete com camarões
Ingredientes
500g de bavette (uma espécie de spaguetti plano)
650g de camarões cinza sem casca
20 tomates-cereja
5 dentes de alho
1 talo de alho-poró fatiado fino
1 ramo de manjericão fresco
1 limão siciliano
125 ml de vinho branco ou vermute
250 ml de creme de leite fresco
Sal
Azeite
Queijo parmesão fresco ralado na hora (a gosto)
Modo de preparo
Tempere os camarões com limão siciliano, sal e dois dentes de alho espremido. Reserve. Em um refratário, coloque os tomates-cereja inteiros, os dentes de alho restantes, partidos ao meio, e algumas folhas de manjericão. Regue com bastante azeite e tempere com um pouco de sal. Cubra com papel-alumínio e leve para assar por 20 a 30 minutos (até que os tomates estejam bem macios). Reserve.
Cozinhe a massa de acordo com as orientações do fabricante. Escorra, reservando 1 xícara (chá) da água do cozimento. Em uma frigideira grande, aqueça bastante azeite e frite os camarões já escorridos (um pouco de cada vez). Depois, refogue o alho-poró fatiado bem fino. Volte com o camarão para a panela, junte o vinho e deixe ferver. Depois que o álcool evaporar, junte os ingredientes que foram assados (menos o alho), mais o azeite em que estavam. Amasse os tomates com a ponta da espátula. Junte o creme de leite fresco e mexa bem, em fogo baixo, até engrossar um pouco. Acrescente folhas de manjericão a gosto. Junte o molho à massa e sirva.
1.10.13
Eu adoro cozinhar. Acho que todos vocês já perceberam isso, né? :) E adoro cozinhar de tudo: doces, salgados, pães, bolos... Quer dizer, desde que seja uma receita executável.
A coisa que mais me tira do sério na cozinha são aqueles pratos tão difíceis de executar que só o Senhor Miyagi da culinária, em dia de sorte, dá conta de fazer. Quer dizer, até então.
Acabei de descobrir que tem uma coisa no mundo gastronômico que me irrita mais do que um prato complicado. É a tal da comida gourmet.
Até pouco tempo, dava-se o nome de gourmet àquela comida que usa ingredientes de qualidade, executada de forma criteriosa, preparada à perfeição, artisticamente impecável. É a comida de alta qualidade, reservada a paladares mais avançados. Exatamente por isso ela costuma ser mais cara que os pratos tradicionais. Massa.
E isso era aplicado, tradicionalmente, àqueles pratos chiques, requintados, diferentes do dia a dia. Era phyno sair de casa um sábado à noite para provar um prato gourmet. Mas, de repente, isso se perdeu. De repente, TUDO virou gourmet. E é triste perceber como o mundo se tornou mais cinza por causa dessa gourmetização.
Pensa bem. Antes, enchíamos o bucho de feijoada às sextas e aos domingos, acompanhada de uma caipirinha da boa. Passávamos horas rolando de um lado para o outro, ruminando, tentando digerir a coitada. E vivíamos felizes para sempre com essa deliciosa tradição.
Hoje? Acabou. O lance é pagar dobrado para comer uma feijoada gourmet, que sabe lá Deus o que tem de diferente da velha e boa feijoada de sempre (a não ser o preço e a quantidade infinitamente menor de comida). Ah, claro. Ela é apresentada de forma mais bonitinha. E quem algum dia ligou para como a feijoada é apresentada?
(Olha o vinagrete no copinho, gente! Parece menina que virou mocinha!)
Esse movimento tem crescido tanto que tem até um tumblr em homenagem a ele: Gourmetização da Vida. Adoro como ele sacaneia o tema. No site, rola uma lista das coisas gourmets mais insuportáveis do mundo! É de chorar de rir!
O quindim amarelo sabor ovo virou quindim gourmet de pistache, cor verde assustadora. Posso recusar sem ser xingada de preconceituosa?
O cachorro quente, para o choque geral da nação, virou cupcake de hot dog. E como se trata de um cupcake, que nada mais deveria ser do que um bolinho porção única, tamanho de xícara, o frosting é a batata palha.
(Meooooo Deosssssss)
O brigadeiro não é mais de chocolate com aquele granulado viciante. É gourmet. É de tudo menos de chocolate. Queria saber se alguém se lembrou de avisar as crianças sobre essa mudança de personalidade do brigadeiro...
(Brigadeiros de pinhão, banana da terra e cachaça)
Até o tosquíssimo miojo, prato típico dos ogros, entrou na dança. Deixou de ser macarrão trash com molho maléfico e ultrassalgado de saquinho. Virou miojo gourmet com galinha caipira, milho verde e queijo canastra. Jesus!
E pipoca gourmet? As idas ao cinema nunca mais serão as mesmas. Você pode apanhar ao pedir para o atendente um sacão giga de pipoca salgada. "Como assim, moça? Só temos pipó sabores trufa branca e curry com mostarda. Hunf!".
Torço para que essa moda pare por aqui antes que as pessoas venham exigir a versão gourmet de nós mesmos.
A coisa que mais me tira do sério na cozinha são aqueles pratos tão difíceis de executar que só o Senhor Miyagi da culinária, em dia de sorte, dá conta de fazer. Quer dizer, até então.
Acabei de descobrir que tem uma coisa no mundo gastronômico que me irrita mais do que um prato complicado. É a tal da comida gourmet.
Até pouco tempo, dava-se o nome de gourmet àquela comida que usa ingredientes de qualidade, executada de forma criteriosa, preparada à perfeição, artisticamente impecável. É a comida de alta qualidade, reservada a paladares mais avançados. Exatamente por isso ela costuma ser mais cara que os pratos tradicionais. Massa.
E isso era aplicado, tradicionalmente, àqueles pratos chiques, requintados, diferentes do dia a dia. Era phyno sair de casa um sábado à noite para provar um prato gourmet. Mas, de repente, isso se perdeu. De repente, TUDO virou gourmet. E é triste perceber como o mundo se tornou mais cinza por causa dessa gourmetização.
Pensa bem. Antes, enchíamos o bucho de feijoada às sextas e aos domingos, acompanhada de uma caipirinha da boa. Passávamos horas rolando de um lado para o outro, ruminando, tentando digerir a coitada. E vivíamos felizes para sempre com essa deliciosa tradição.
Hoje? Acabou. O lance é pagar dobrado para comer uma feijoada gourmet, que sabe lá Deus o que tem de diferente da velha e boa feijoada de sempre (a não ser o preço e a quantidade infinitamente menor de comida). Ah, claro. Ela é apresentada de forma mais bonitinha. E quem algum dia ligou para como a feijoada é apresentada?
(Olha o vinagrete no copinho, gente! Parece menina que virou mocinha!)
Esse movimento tem crescido tanto que tem até um tumblr em homenagem a ele: Gourmetização da Vida. Adoro como ele sacaneia o tema. No site, rola uma lista das coisas gourmets mais insuportáveis do mundo! É de chorar de rir!
O quindim amarelo sabor ovo virou quindim gourmet de pistache, cor verde assustadora. Posso recusar sem ser xingada de preconceituosa?
O cachorro quente, para o choque geral da nação, virou cupcake de hot dog. E como se trata de um cupcake, que nada mais deveria ser do que um bolinho porção única, tamanho de xícara, o frosting é a batata palha.
(Meooooo Deosssssss)
O brigadeiro não é mais de chocolate com aquele granulado viciante. É gourmet. É de tudo menos de chocolate. Queria saber se alguém se lembrou de avisar as crianças sobre essa mudança de personalidade do brigadeiro...
(Brigadeiros de pinhão, banana da terra e cachaça)
Até o tosquíssimo miojo, prato típico dos ogros, entrou na dança. Deixou de ser macarrão trash com molho maléfico e ultrassalgado de saquinho. Virou miojo gourmet com galinha caipira, milho verde e queijo canastra. Jesus!
E pipoca gourmet? As idas ao cinema nunca mais serão as mesmas. Você pode apanhar ao pedir para o atendente um sacão giga de pipoca salgada. "Como assim, moça? Só temos pipó sabores trufa branca e curry com mostarda. Hunf!".
Torço para que essa moda pare por aqui antes que as pessoas venham exigir a versão gourmet de nós mesmos.
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