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La Chaumière

13.8.13

Puf! Morri. Morri e fui parar no céu. No céu culinário. Tudo culpa do La Chaumière. Por que você foi entrar na minha vida?

Agora, acabou. Não terei mais sossego enquanto estiver viva. Para mim, era só mais um jantar. Sabe? Aquela coisa de só mais uma refeição legal. Mas não...

Jamais imaginei que, naquela quinta-feira aparentemente normal, iria provar o melhor Steak au Poivre da minha vida. Quando meu amigo disse que o tal restaurante servia o melhor bife com pimenta que ele já tinha comido, melhor até que os originais parisienses, segurei o riso. Menos, né Jorginho?

Paguei a língua. O danado tinha razão. Quando a carne chegou, quase desmaiei. Sério. Olha esse molho. Isso deveria ser proibido. Deveria ser ilegal. Graças a Deus que o responsável por esse molho está vivo. Em boas condições. E cozinhando no La Chaumière.

Por mais que eu me esforce, nada vai ser capaz de transmitir o quanto essa carne, regada com esse molho, é espetacular. Sensacional. Coisa de outro mundo. Só posso dizer que, se o seu dia não foi bom e você está disposto a gastar 96 reais por um prato, agora já sabe para onde ir.

(E ainda rola uma batatinha para você terminar de enterrar o pé todo na jaca...)

Rubaiyat

11.7.13

Não foi amor à primeira vista. Quer dizer, os olhos se apaixonaram, mas o estômago, não. Enquanto todo mundo enchia a boca para elogiar a comida, eu gostei mesmo foi da figueira secular que abraça o salão do restaurante. Isso em São Paulo, onde conheci pela primeira vez o Rubaiyat. Fui duas vezes, incentivada pelas companhias. Mas, nos dois momentos, saí com a mesma impressão. A feijoada estava ok e o outro prato foi tão insignificante que nem me lembro se se tratava de carne, peixe ou massa.

Mas minha opinião mudou radicalmente ontem, após visitar a unidade do Baby Beef Rubaiyat em Brasília.

Não sei se foi pelo prato que pedi, acertadíssimo, se é porque a casa é nova e a preocupação com o atendimento de excelência ainda é prioridade (a abertura foi há menos de um mês) ou se foi a carne que ficou feliz por ser servida às margens do belo Lago Paranoá. Só sei que estava divina!

Do começo ao fim, a experiência foi impecável. O lugar é lindo, o atendimento é bom e o couvert , uma riqueza, como diria a minha amiga Ju! Azeitonas, salame, abobrinhas... Muito gostoso! Mas imbatível mesmo é o pão de queijo! Sério, dá para passar a noite à base dessas bolinhas amarelas, que passaram a ocupar o primeiro lugar do meu ranking "pão de queijístico"(em segundo lugar, vem o pão de queijo de um posto de gasolina meio lascado que fica em frente à TV Brasília! Surrealmente bom! Depois vem o seu, viu, mãe?!)!

A decisão do que comer no jantar foi moleza. O garçom sugeriu dois cortes: a picanha summus, com gordura por fora, e o baby beef, com gordura por dentro. Como minha cabeça é a de uma pessoa obesa, não pensei duas vezes: baby beef! De acompanhamento, purê de mandioquinha, um vício meu.

Suspirei o tempo todo enquanto devorava a carne. Gemi, sorri, cantei e quase chorei de emoção. É, sou assim de emotiva, principalmente quando o tema é comida bem feita. Estava tudo tão gostoso e foi tão bem servido que nem ataquei a sobremesa. E olha que tinha panqueca com dulce de leche, do original.

Graças ao baby beef, o Rubaiyat ganhou o pedaço do meu coração que havia perdido. E por causa do baby beef, carne boa agora subiu de nível.