Queridos, hoje quem vos escreve é uma cozinheira desesperada. Desesperada pela receita perfeita de carbonara.
Há anos faço essa massa em casa. E, cada vez, testo uma versão nova. No entanto, ainda não achei A receita, sabe?
Frustante as hell!
Uma hora sobra ovo; noutra, falta. E nunca me decido se coloco ou não creme de leite...
Então, se você aí tem uma receita divina e infalível de macarrão a carbonara, compartilha?
Estou para ficar louca!
:)
Obrigada por salvar uma alma faminta e perfeccionista!
Obs.: Detalhe. O melhor carbonara que comi na vida foi em Cartagena, numa birosquinha simpática! De tão bom, rolou repeteco. Lembra, Cefas?
27.8.13
Poucas coisas me dão mais prazer do que fazer minha própria comida. Bom, tem uma coisa mais prazerosa: fazer minha própria comida e ver que ela ficou deliciosa! Hum...
Nem sempre isso acontece, é verdade. Já andei choramingando aqui sobre isso... Mas, voltando ao assunto! Nada mais gostoso do que preparar um prato, comprar os ingredientes, colocar uma receita pra funcionar.
Mas acabo de descobrir que há comidas e comidas, prazeres e prazeres.
No último fim de semana, experimentei uma sensação quase mágica ao preparar algo que normalmente nem cogito preparar, que simplesmente compro pronto.
Geleia.
Eu nunca fui assim, de querer preparar geleia em casa. Sempre me pareceu óbvio comprar esse tipo de coisa pronta, no supermercado. Afinal, existe muita técnica envolvida e há empresas especializadíssimas na coisa. Para que arriscar?
Além do mais, preparar esse tipo de comida em casa parece coisa do século passado, quando os mercados não tinham lá tantas opções à disposição. Ou então parece coisa de gente que mora na roça e tem no quintal frutas de todos os tipos e a dar com pau - e aí fazer geleia é uma questão de deter qualquer desperdício. Ou então parece coisa de quem tem muito tempo de sobra.
Nada disso. E só derrubei esses mitos por causa da Ju.
A Ju é tão incrível que chega a ser irritante. Rs!
Linda, alta, magra, ótima profissional, inteligente, doce na medida, brava na medida, mãezona, natureba, super ligada no que come e serve à família... e ainda faz a própria geleia (aliás, recentemente ela anunciou que vai fazer o próprio iogurte grego! É ou não pra encher de amassos?)! E foi a Ju quem me convenceu de que fazer a própria geleia não é um bicho de sete cabeças.
E não é que ela tinha razão?
A receita pede um pouquinho de dedicação. Basicamente, "exige" que você tenha uns minutinhos num dia e mais alguns minutinhos 24 horas depois, para finalizar o preparo. E só.
O resultado vale muito a pena!
Toda vez que abro minha geladeira, uma lágrima de emoção corre pelo meu rosto ao ver aquele potinho lindo, com calda vermelha, me pedindo colo.
Espero que se animem a preparar, vocês também, sua própria geleia. Não precisa ser todo dia, nem todo fim de semana. Pode ser um mimo eventual. Prometo que vai te fazer muito feliz!
Geleia de morango
Ingredientes
1 kg de morangos bem maduros
1 kg de açúcar
1 limão
4 potes de vidro, de 250 ml
Modo de preparo
Lave os morangos e corte os cabinhos. Pique os morangos em pedaços pequenos. Em uma panela grande, ponha os morangos picados e o açúcar.
Mexa bem, leve ao fogo médio e cozinhe ate o açúcar dissolver e o líquido estar claro.
Apague o fogo, acrescente o suco do limão, tampe a panela e deixe os morangos repousarem na calda 24 horas.
24 horas depois... Esterilize os potes de vidro (eu não fiz essa parte, mas a Ju fez e ficou muito feliz! Não só os potes ficam limpinhos, como também permitem criar o vácuo no vidro, conservando a geleia por mais tempo). Basta colocar os potes e as tampas em forno pré-aquecido a 110oC graus por cinco minutos. Dá também para escaldar os potes e as tampas em água fervente por oito a 10 minutos. Retire os potes da água com uma pinça de cozinha.
Em uma frigideira média, ponha três conchas dos morangos com a calda. Leve a fogo médio e deixe ferver, misturando com uma colher de pau. Após cinco ou seis minutos, a calda vai começar a engrossar e caramelizar ligeiramente. Retire então do fogo e encha imediatamente os potes. Encha cada pote até a borda, tampe e vire-o de cabeça para baixo. Isso tem que ser feito com os potes ainda quentes. Deixe os potes esfriarem de cabeça para baixo.
(Olha a cara da riqueza!)
Nem sempre isso acontece, é verdade. Já andei choramingando aqui sobre isso... Mas, voltando ao assunto! Nada mais gostoso do que preparar um prato, comprar os ingredientes, colocar uma receita pra funcionar.
Mas acabo de descobrir que há comidas e comidas, prazeres e prazeres.
No último fim de semana, experimentei uma sensação quase mágica ao preparar algo que normalmente nem cogito preparar, que simplesmente compro pronto.
Geleia.
Eu nunca fui assim, de querer preparar geleia em casa. Sempre me pareceu óbvio comprar esse tipo de coisa pronta, no supermercado. Afinal, existe muita técnica envolvida e há empresas especializadíssimas na coisa. Para que arriscar?
Além do mais, preparar esse tipo de comida em casa parece coisa do século passado, quando os mercados não tinham lá tantas opções à disposição. Ou então parece coisa de gente que mora na roça e tem no quintal frutas de todos os tipos e a dar com pau - e aí fazer geleia é uma questão de deter qualquer desperdício. Ou então parece coisa de quem tem muito tempo de sobra.
Nada disso. E só derrubei esses mitos por causa da Ju.
A Ju é tão incrível que chega a ser irritante. Rs!
Linda, alta, magra, ótima profissional, inteligente, doce na medida, brava na medida, mãezona, natureba, super ligada no que come e serve à família... e ainda faz a própria geleia (aliás, recentemente ela anunciou que vai fazer o próprio iogurte grego! É ou não pra encher de amassos?)! E foi a Ju quem me convenceu de que fazer a própria geleia não é um bicho de sete cabeças.
E não é que ela tinha razão?
A receita pede um pouquinho de dedicação. Basicamente, "exige" que você tenha uns minutinhos num dia e mais alguns minutinhos 24 horas depois, para finalizar o preparo. E só.
O resultado vale muito a pena!
Toda vez que abro minha geladeira, uma lágrima de emoção corre pelo meu rosto ao ver aquele potinho lindo, com calda vermelha, me pedindo colo.
Espero que se animem a preparar, vocês também, sua própria geleia. Não precisa ser todo dia, nem todo fim de semana. Pode ser um mimo eventual. Prometo que vai te fazer muito feliz!
Geleia de morango
Ingredientes
1 kg de morangos bem maduros
1 kg de açúcar
1 limão
4 potes de vidro, de 250 ml
Modo de preparo
Lave os morangos e corte os cabinhos. Pique os morangos em pedaços pequenos. Em uma panela grande, ponha os morangos picados e o açúcar.
Mexa bem, leve ao fogo médio e cozinhe ate o açúcar dissolver e o líquido estar claro.
Apague o fogo, acrescente o suco do limão, tampe a panela e deixe os morangos repousarem na calda 24 horas.
24 horas depois... Esterilize os potes de vidro (eu não fiz essa parte, mas a Ju fez e ficou muito feliz! Não só os potes ficam limpinhos, como também permitem criar o vácuo no vidro, conservando a geleia por mais tempo). Basta colocar os potes e as tampas em forno pré-aquecido a 110oC graus por cinco minutos. Dá também para escaldar os potes e as tampas em água fervente por oito a 10 minutos. Retire os potes da água com uma pinça de cozinha.
Em uma frigideira média, ponha três conchas dos morangos com a calda. Leve a fogo médio e deixe ferver, misturando com uma colher de pau. Após cinco ou seis minutos, a calda vai começar a engrossar e caramelizar ligeiramente. Retire então do fogo e encha imediatamente os potes. Encha cada pote até a borda, tampe e vire-o de cabeça para baixo. Isso tem que ser feito com os potes ainda quentes. Deixe os potes esfriarem de cabeça para baixo.
(Olha a cara da riqueza!)
22.8.13
Não estou aqui para falar daquele amor puro, avassalador, maior do que qualquer rixa entre dois adolescentes shakespearianos. Aquele amor que atravessa os séculos e continua imbatível - ainda que seria ótimo falar disso. Ótimo porque, quem sabe, traria à tona meu lado Poliana, que anda bem abatido.
Também não estou aqui para falar do amor de Daniela Mercury por outra mulher. Elas, com certeza, sabem bem o que fazem (e têm todo o direito do mundo de serem felizes).
Estou aqui para falar de um amor que nasceu na cozinha, entre dois ingredientes até então sem fama e que mudou o rumo das sobremesas no Brasil.
A história de amor do queijo com a goiabada.
Bendito o dia em que os colonos portugueses decidiram usar a goiaba como substituta para fazer a marmelada.
Bendito o dia em que esses mesmos espertinhos tentaram reproduzir, em terras mineiras, o tradicional queijo português (e acabaram fazendo-no com leite de vaca, já que não rolava o de ovelha), dando origem ao queijo minas frescal.
Depois disso, foi só questão de tempo até algum sortudo misturar os dois.
Se foi de caso pensado ou não, ninguém sabe.
O que sabemos, e muito bem, é que a combinação deu tão certo que virou favorita.
A melhor parte é que essa sobremesa é, provavelmente, a mais simples de se fazer do mundo inteiro. Tirando, é claro, as sobremesas compradas prontas. Mas isso não conta. Não se pode chamar isso de fazer uma sobremesa.
Para um perfeito Romeu e Julieta brasileiríssimo, basta "misturar" uma fatia de cada. Básico assim.
A experiência pode subir uns 50 degraus no ranking do prazer gastronômico para quem topar gastar uns 30 segundos a mais na cozinha.
Interessado?
Então, aqui vai uma variação do tradicional Romeu e Julieta para deixar qualquer um com água na boca! E ainda posar de bacana para os convidados!
Romeu e Julieta
Ingredientes
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
1 vidro de requeijão
Goiabada cascão, em lata ou aquela mais líquida, em pote de plástico
Modo de preparo
Bata no liquidificador os três primeiros ingredientes. Coloque em forminhas e leve ao congelador. Depois de poucas horas, a mistura vai estar congelada, com cara de sorvete. Na hora de servir, esquente a goiabada (se for a cascão ou a em lata, pode acrescentar um pouquinho de água para formar a calda), faça dela uma calda espessa e sirva por cima do sorvete.
Quando faço a sobremesa em forminhas de cupcake de silicone, rola de desenformá-las em um pratinho e jogar a calda por cima. Ficar super cute! Quer dizer, quando eu acerto! Já disse aqui que tenho a mão podre quando o assunto é servir um prato bonito. Também fica um charme servir em potinhos de cores e modelos diferentes, com a calda por cima, bem espaçosa, se esparramando todinha por cima do sorvete...
Enjoy!
(Esqueci de tirar foto da sobremesa com a calda por cima, mas, seja criativo! Imagine uma calda vermelha grossa e brilhante boiando aí na parte de cima desse creminho branco)
Também não estou aqui para falar do amor de Daniela Mercury por outra mulher. Elas, com certeza, sabem bem o que fazem (e têm todo o direito do mundo de serem felizes).
Estou aqui para falar de um amor que nasceu na cozinha, entre dois ingredientes até então sem fama e que mudou o rumo das sobremesas no Brasil.
A história de amor do queijo com a goiabada.
Bendito o dia em que os colonos portugueses decidiram usar a goiaba como substituta para fazer a marmelada.
Bendito o dia em que esses mesmos espertinhos tentaram reproduzir, em terras mineiras, o tradicional queijo português (e acabaram fazendo-no com leite de vaca, já que não rolava o de ovelha), dando origem ao queijo minas frescal.
Depois disso, foi só questão de tempo até algum sortudo misturar os dois.
Se foi de caso pensado ou não, ninguém sabe.
O que sabemos, e muito bem, é que a combinação deu tão certo que virou favorita.
A melhor parte é que essa sobremesa é, provavelmente, a mais simples de se fazer do mundo inteiro. Tirando, é claro, as sobremesas compradas prontas. Mas isso não conta. Não se pode chamar isso de fazer uma sobremesa.
Para um perfeito Romeu e Julieta brasileiríssimo, basta "misturar" uma fatia de cada. Básico assim.
A experiência pode subir uns 50 degraus no ranking do prazer gastronômico para quem topar gastar uns 30 segundos a mais na cozinha.
Interessado?
Então, aqui vai uma variação do tradicional Romeu e Julieta para deixar qualquer um com água na boca! E ainda posar de bacana para os convidados!
Romeu e Julieta
Ingredientes
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
1 vidro de requeijão
Goiabada cascão, em lata ou aquela mais líquida, em pote de plástico
Modo de preparo
Bata no liquidificador os três primeiros ingredientes. Coloque em forminhas e leve ao congelador. Depois de poucas horas, a mistura vai estar congelada, com cara de sorvete. Na hora de servir, esquente a goiabada (se for a cascão ou a em lata, pode acrescentar um pouquinho de água para formar a calda), faça dela uma calda espessa e sirva por cima do sorvete.
Quando faço a sobremesa em forminhas de cupcake de silicone, rola de desenformá-las em um pratinho e jogar a calda por cima. Ficar super cute! Quer dizer, quando eu acerto! Já disse aqui que tenho a mão podre quando o assunto é servir um prato bonito. Também fica um charme servir em potinhos de cores e modelos diferentes, com a calda por cima, bem espaçosa, se esparramando todinha por cima do sorvete...
Enjoy!
(Esqueci de tirar foto da sobremesa com a calda por cima, mas, seja criativo! Imagine uma calda vermelha grossa e brilhante boiando aí na parte de cima desse creminho branco)
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